Projeto Político Pedagógico do CEI

APRESENTAÇÃO

A Escola Estadual de Lapão – CEI situa-se na Praça Antônio Pedro Gomes, 208 localizada na cidade de Lapão, Estado da Bahia. Esta cidade fica nas proximidades da chapada Diamantina da Região Nordeste Brasileira, apresentando um clima seco, com chuvas irregulares entre os meses de outubro e março, além de solo fértil para o cultivo da agricultura sequeira e irrigado. A cidade de Lapão é destaque na produção de cenoura, beterraba, cebola, tomate, pepino e outros produtos de hortaliça, destacando-se com maior produtor de cenoura no Cenário Nacional.

Com o crescimento da irrigação no município mais de 50% da população procura este meio de sobrevivência. Com isto a maioria das famílias dos nossos alunos trabalha na Zona Rural, precisamente nas irrigações.

A fundação e funcionamento da escola ocorreram em 23 de Julho de 1980 e desde então, a mesma tem uma excelente interação com o bairro na qual está inserida. De lá prá cá, o bairro Ida Cardoso cresceu, surgiram pequenos estabelecimentos comerciais como: mercados, padarias, laboratórios e Hospital Municipal tornando-se hoje um dos bairros mais conhecidos da cidade.

Atualmente a escola foi desvinculada do estado, pertencendo hoje à rede municipal, apesar de seu nome de origem, de registro ainda ser: Escola Estadual de Lapão, o nome que é utilizado por todos atualmente é o CEI – Centro de Educação Infantil. A clientela da escola é original desta comunidade, tendo situação sócio-econômica baixa e a Escola acolhe a todos que a procuram (dentro da idade que é oferecida pela mesma Grupo 04 e 05 Anos), principalmente, dos moradores do bairro periférico no entorno da mesma.

A mesma, objetiva investir na educação de crianças, propiciando às comunidades ensino público de qualidade do curso de Educação Infantil – 04 e 05 Anos.

A instituição atende uma clientela de aproximadamente 218 alunos, distribuídos em 02 turnos: matutino e vespertino. Tendo início às aulas do matutino das 7:30h às 11:30h e do vespertino das 13:30h às 17:30h.

As atividades de ensino são trabalhadas de forma interdisciplinar com base no Currículo da Rede Municipal de Lapão, nas Ementas disponibilizadas pela SEDUC, nos Referenciais Curriculares Nacionais de Educação Infantil, além de outras Diretrizes Nacionais, Incorpora-se também o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), a Constituição Federal de 1988, além de ter  sintonia com a LDB, Lei nº 9.394/96, em seu artigo 12, inciso I, que “os estabelecimentos de ensino, respeitando as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica.”

Este preceito legal está sustentado na idéia de que a escola deve assumir com uma de suas principais tarefas, o trabalho de refletir sobre a sua intencionalidade educativa. Assim nossa meta é trabalhar de forma integrada com todos os colaboradores da escola, voltados para uma educação libertadora e transformadora. Tendo o nosso trabalho realizado no respeito mútuo, solidariedade, diálogo e cooperação.

Nossa proposta é vista na complexidade da sua construção, ou seja, é garantido aos alunos o direito de conhecer e interagir com os conhecimentos de modo integral sem serem fragmentados ou hierarquizados.

A Escola Estadual de Lapão ao longo dos anos de funcionamento tem buscado, gradativamente, implantar um trabalho de qualidade, o que requer participação coletiva e ações coordenadas, que envolvam todos os seus segmentos.

Vale ressaltar que o PPP é um documento em permanente processo de discussão e reflexão, a partir das práticas pedagógicas contribuindo com a organização de todo o trabalho escolar, sem esquecer de que a preocupação maior é o melhor atendimento ao aluno.

No contexto da gestão democrática o PPP constitui um dos elementos fundamentais para o seu exercício. Sabe-se que não é tarefa fácil, não se faz pela vontade de poucos, nem adquire vida sem que todos se responsabilizem por mantê-lo ativo. “Precisa de cuidado permanente, de visibilidade plena e compromisso de todos, os quais se tornam co-responsáveis por sua implantação e acompanhamento, superando o imobilismo e favorecendo a mudança”. (FILIPOUSKI, MARCHI E SCHAFFER, P. 33,2005).

JUSTIFICATIVA

Partindo do pressuposto de que a ação pedagógica é imprescindível no processo ensino-aprendizagem e compreendendo que a escola possui identidade própria, que se constitui sob a influência da sua realidade local, faz com que  o PPP seja uma busca de autoconhecimento da realidade e seu contexto, tanto na construção, quanto na execução, o mesmo deve assumir a responsabilidade de fazer avançar as propostas pedagógicas, no sentido de tornar a escola um espaço real de formação do cidadão e de contribuição para a transformação social.

Nesse sentido a proposta da escola fundamenta-se em concepções construtivista e sociointeracionista numa visão dialética como forma de entender o processo de desenvolvimento cognitivo dos indivíduos.

Pensa-se em um projeto, no sentido de realizar ações concertadas e eficazes para conseguir a escolarização de todas as crianças, oferecendo uma educação mínima de qualidade a todas elas, melhorar e ampliar a qualidade e eficiência do sistema educativo. para Jailson Santos, o Projeto Político Pedagógico  em suas escolhas, devem assumir a responsabilidade de fazer avançar as proposta pedagógicas, tornando a escola um espaço real de formação do cidadão e de contribuição para a transformação social.

E por acreditar que essa é a grande tarefa dos educadores na atualidade: desenvolver as potencialidades das crianças, tomando como ponto de partida o respeito por suas necessidades especiais e seus saberes construídos, estimulando seu pensamento e raciocínio para que possam transferir aprendizagens de uma situação a outra, usando os conhecimento em vários contextos.

Nesse sentido, esta escola, prioriza-se dentre outros aspectos, garantir a qualidade do ensino e o fortalecimento da Escola, visando oferecer as crianças o acesso a uma aprendizagem eficaz, buscando assegurar o exercício pleno da cidadania.

Nota-se que os alunos na sua grande maioria são filhos de pais analfabetos, que se defrontaram com vários impedimentos para resgatar a perda que lhe foi imposta pela sociedade. Essas razões inviabilizam o ingresso e o interesse das crianças em idade escolar. Assim o processo ensino-aprendizagem é conduzido a partir de ações que valorizam os conhecimentos que os alunos já possuem, estimulando o aprender a aprender. Todos os planos de ação e práticas pedagógicas desenvolvem-se em função dos alunos e a partir das dificuldades identificadas, comunicadas aos pais em reunião com professores, para que se encontrem entendimentos para soluções em conjunto. A gestão pedagógica elabora um cronograma para atender as crianças com aulas de reforço ou acompanhamento individual. A equipe de gestão pedagógica e os professores compartilham sugestões e registram os avanços que são apresentados através de relatórios.

Apesar dos esforços, os professores têm vivenciado muitas dificuldades entre várias situações encontradas na sala de aula, por não saber identificar e lidar com elas tais como: baixo desempenho nas disciplinas de língua portuguesa e matemática, alunos com necessidades especiais e até mesmo problemas psicológicos

Nota-se a preocupação dos profissionais dessa Instituição em estar sempre se aperfeiçoando. Apesar da graduação em pedagogia, não é o suficiente para solucionar os problemas detectados:

  • Para avançar rumo a um ensino de qualidade para todos, e necessário que incorporemos em nosso bando de atuações docentes um repertório rico e variado de metodologias de ensino. Quanto mais instrumentos de ensino tiverem os professores, mas fácil será responder a diversidade de necessidades educativas colocadas pelos alunos (Pátio, 2007. P13)

Nessa perspectiva tem-se adotado metodologias ativas e atualizadas para educar com o intuito de contribuir na formação de uma sociedade mais humana e democrática. As metodologias e estratégias  utilizadas no processo ensino-aprendizagem tem surtido efeitos positivos como: melhoria na aprendizagem dos alunos, redução na reprovação, a presença de alguns pais na escola, respeito a individualidade e o ritmo de cada aluno, respeito as etnias, dando devida atenção aos negros, brancos, pardos, como também alunos com necessidades especiais, garantindo a ludicidade, a valorização dos conhecimentos pré formados, oficinas de leituras e escrita, oficinas de matemática, além dos projetos como: Leitura e escrita, Arte, convivência com o semi-árido.

Nesse contexto, observam-se também pontos negativos. Com alunos que não tiveram avanços significativos por conta da deficiência na aprendizagem não alcançando algumas competições necessárias como: baixo desempenho nas disciplinas de Língua Portuguesa e matemática. Apesar da busca pela inovação, ainda cometemos alguns erros em relação a certas atividades que não alcança os objetivos almejados. Nota-se que a aprendizagem do novo, os chamados erros, são positivos e inevitáveis: erros nesses casos são tentativas de acerto e por isso necessários à aprendizagem.

Essas concepções que se estabeleceram entre os pontos positivos e negativos, por valores que vem dando sustentação voltada para a melhoria da práxis educativa. Sabe-se que os recursos pedagógicos contribuem de forma acentuada no trabalho do professor, como também influencia de forma significativa na aprendizagem dos alunos.

Para tanto dispomos de um número reduzido de livros que subsidia a nossa prática, necessita-se fortalecer parcerias e campanhas para que possa adquirir mais exemplares. Para garantir uma política de leitores proficientes, a escola tem se preocupado em viabilizar o acesso às práticas sociais de leitura e escrita para as crianças, contudo já dispomos de um mini-acervo de livros literários adquiridos por meio de campanhas realizadas na escola, e também através da Unidade Executora.

Os recursos como: TV. DVDs, Som, advém dos recursos financeiros destinados à escola, cujos investimentos são realizados de forma clara e transparente. Vale salientar que no ano anterior, a escola realizou uma campanha para a compra de uma TV, nova com entrada para DVD, que mobilizou:

Considerando como necessários outros recursos que irão facilitar o nosso trabalho e melhorar a qualidade da escola, como: equipamento técnico para o trabalho gerencial, ventiladores para as salas, e microfone para realização de eventos. Outros suportes que vale frisar são os recursos didáticos: papel ofício, estêncil, lápis hidrocor, pincéis atômicos, tintas guaches variadas, cola, fita adesiva e papel metro. Esses recursos são presentes na escola, porém limitados, devido os recursos financeiros advindo do governo federal serão suficientes.

Sabe-se da sua importância, de qualidade para formação do cidadão, instrumentalizando os indivíduos sem exceção para o exercício de suas funções na sociedade.

Segundo Mader (1997, P.47): “um novo  paradigma está nascendo, um paradigma que considera a diferença com algo inerente na relação entre os seres humanos. Cada vez mais a diversidade está sendo vista com algo natural. O estar junto no cotidiano via ensinando a todos o respeito às diferenças e a aceitação das limitações”.

A escola deve promover o desenvolvimento físico cognitivo, afetivo, moral e social dos alunos com necessidades educativas especiais e ao mesmo tempo facilitar-lhe a integração na sociedade como membros ativos. Mas, para que isto aconteça, é importante que o indivíduo portador de necessidades educativas especiais seja visto como um sujeito eficiente, capaz, produtivo e, principalmente, apto a aprender.

No entanto para que a escola possa garantir o acesso a uma educação de qualidade para essas crianças, deve-se investir em tarefas partilhadas com todos que estão envolvidos no processo educacional. E para tornar o trabalho de inclusão eficaz, a escola necessita firmar parcerias com voluntários, instituições, e especialistas em diversas áreas para nos dar suporte e segurança para lidar com várias situações ocorridas.

Para formar um cidadão capaz de atuar na sociedade contemporânea, esta instituição busca ser democrática e transformadora, garantindo o acesso a todos, mas também a apropriação do conhecimento e tecnologia e da formação de valores e atitudes que tornem os alunos membros ativos e úteis à comunidade.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Processo ensino-aprendizagem

Aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes e valores a partir de seu contato com a realidade, com o meio ambiente e com as pessoas. Para Vygostky, a idéia de aprendizado inclui a interdependência dos indivíduos envolvidos no processo, isto é, a relação entre aquele que aprende e aquele que ensina. O aprendizado ocorre na interação social. Ele dá relevante importância ao papel do outro no desenvolvimento dos indivíduos, pois, considera que um indivíduo só vive com o suporte de seu grupo de iguais.

Vygostky aponta para o conceito de ZDP (zona de Desenvolvimento Proximal) e aprendizado, colocando que é no âmbito dessa zona proximal que pode ocorrer a aprendizagem referindo-se, principalmente, à construção de um conhecimento que se dá quando um adulto desafia o aprendiz com questionamentos ou pequenos problemas levando os mesmos a um desempenho além do que sua estrutura de pensamento, naquele momento, permitiria. Salienta a importância da linguagem e do “outro” (colega/adulto) para essa construção. Nesse sentido, afirma que o conhecimento é constituído pelo sujeito (aprendiz) em interação com o meio social em que vive, desenvolvendo ao mesmo tempo, sua inteligência. É através da própria história de vida, do seu cotidiano, resolvendo questões, descobrindo, tentando, fazendo inferências, pensando e representando que o sujeito epistemológico (sujeito que aprende) chega ao conhecimento aprendendo-o.

Nesta visão Vygostky Kiana cabe ao educador o papel de interventor,desafiador, mediador e provocador de situações que levam os alunos a aprenderem a aprender. O trabalho didático deve, portanto, propiciar a construção do conhecimento pelo aluno.

Aprender é, de certa forma,descobrir com seus próprios instrumentos de pensamentos, conhecimentos institucionalizados socialmente.

Vygostky chama atenção para o fato de que, para compreender adequadamente o desenvolvimento de um indivíduo, devemos considerar também seu nível de desenvolvimento “real” e “ potencial”.

Caracteriza com Zona de Desenvolvimento Real, a capacidade que o indivíduo já adquiriu de realizar tarefas independentemente. Esse nível caracteriza o desenvolvimento decorrente de etapas já alcançadas, já conquistadas pelo indivíduo e, no casos das crianças as, funções psicológicas já consolidadas.

Na escola, isso é evidenciado nas tarefas e atividades que o aluno realiza sozinho, corretamente e sem dificuldades.

É preciso também considerar a Zona de Desenvolvimento Potencial que é caracterizada por Vygostky como sendo a Capacidade que o indivíduo tem para desempenhar tarefas ou atividades com a ajuda dos adultos ou colegas mais capazes. Esse nível de capacidade é construído por aspectos de desenvolvimento que, num determinado momento, está em processo de realização.

É manifestado, na escola, quando o aluno não consegue fazer sozinhas as atividades propostas, podendo executá-las com a intervenção do professor ou do colega.

Existem tarefas que uma criança não é capaz de realizar sem que alguém lhe dê instruções, forneça pistas ou dê assistências durante a realização das mesmas.

Com essa intervenção, a criança alcança resultados mais avançados do que aquele que conseguiria se realizasse a atividade sozinha.

Essa intervenção é fundamental, na teoria de Vygostky, para a criança aprender.

A partir das Zonas de Desenvolvimento Real e Potencial, Vygostky define a zona de desenvolvimento Proximal como a “distância” ou caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que, com a ajuda do outro, tornar-se-ão funções consolidadas e estabelecidas  no nível de desenvolvimento real. Essas funções, em processo de maturação são chamadas por Vygostky de “brotos” ou “flores” do desenvolvimento, ao invés de “frutos”.

A EVOLUÇÃO DA ESCRITA INFANTIL NA CONCEPÇÃO DE EMÍLIA FERREIRO

A psicopedagoga argentina Emília Ferreiro e seus colaboradores também realizaram estudos na tentativa de entender como se dá o processo de aquisição da língua escrita pela criança. Para Emília Ferreiro, aprendizagem da língua escrita é a construção de um sistema de representação. A aprendizagem nesse enfoque, converte-se na apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, em uma aprendizagem conceitual. Para ela, “alfabetizar é construir conhecimento”.

Pcitográfica: forma de escrita mais antiga que permitia representar só os objetos que podia ser desenhados: desenho do próprio objeto para representar a palavra solicitada.

Ideográfica: consistia no uso de uma simples sinal ou marca para representar uma palavra ou conceito; uso de símbolos diferentes para representar palavras diferentes.

Orográfica:  escrita construída por desenhos referentes ao nome dos objetos e não ao objeto em si.

Assim como as primeiras civilizações faziam inscrições na pedra e a “escrita” representava o próprio objeto, para Emília Ferreiro, a criança acha que escrever é desenhar o objeto, as pessoas, as coisas.

Os estudos de Emília Ferreiro demonstram que as crianças constroem hipóteses a respeito da escrita e da leitura do mesmo modo como se tornaram falantes de sua língua  materna, podendo, portanto se tornarem leitoras e produtoras de textos.

Nessa construção a criança passa por diferentes níveis de evolução da escrita e da leitura, que são:

Nível Pré-silábico (1 e 2)

Nível Silábico

Nível Silábico – Alfabético

Nível Alfabético

Assim o favorecimento da aprendizagem de qualquer aluno implica, para o educar, saber que é o processo de aprendizagem e como ele se dá. Igualmente é importante conhecer o processo de desenvolvimento humano em seus diversos aspectos, encaminhando suas relações com a aprendizagem. Para tanto o professor necessita de uma série de estratégias  organizativas e metodológicas em sala de aula. Estratégias capazes de guiar sua intervenção desde processos reflexivos, que facilitam a construção de uma escola onde favoreçam a aprendizagem dos alunos como uma reinterpretação do conhecimento e não como mera transmissão de cultura.

Em cada sala os alunos representam uma fonte rica de experiência, de inspiração, de desafio e de apoio que se for utilizada, podendo contribuir com uma imensa energia adicional às tarefas e atividades em cursos. No entanto, tudo isto depende da capacidade do professor de aproveitar essa energia. Os alunos têm capacidade para contribuir para a própria aprendizagem. Aprendizagem é, em grande medida, um processo social.

Dentre as inúmeras mudanças que se espera que sejam adotadas para remoção das barreiras à aprendizagem, a preleção (aula expositiva, centrada no educador) que deve ser substituída por estratégias mais participativas como os trabalhos em grupo, que favorecem as trocas de experiências e a cooperação, apoio aos colegas em atividades. Com o apoio do professor, os alunos organizam-se por grupos para atividades de leituras e escrita. Procura-se organizar a sala de aula de acordo com suas necessidades didáticas, a escola adota-se ainda a sala dos professores para aulas de reforço, para os alunos com dificuldades o que contribuiu de forma significativa para avançar os alunos, o pátio da escola também favorecendo o compartilhamento das atividades.

Nesse contexto de mudança nota-se a importância dos recursos utilizados com TV, DVDs, Som, paradidáticos e material didático. Do ponto de vista financeiro, a realização de algumas ações necessitam de investimentos, além dos recursos governamentais liberados anualmente, a escola busca outras fontes como o apoio da Prefeitura, Secretaria de Educação e outras fontes por meio de atividades internas como bingos, sorteios, campanhas de arrecadação por meio de parcerias que integram a comunidade, para realizar eventos e melhorar a qualidade educacional, realizada a partir de sugestões dos profissionais da escola e Conselho dos pais.

O trabalho da escola valoriza a interação escola-família-comunidade, por acreditar esta parceria é fundamental para o sucesso do aluno. As atividades definidas para atingir os objetivos da escola realizando atividades como oficinas pedagógicas de leitura produção textual, projetos pedagógicos: convivência, mexendo com as emoções através da arte, Meio Ambiente, Conto e reconto, reuniões bimestrais com professores e pais, participação de pais em eventos escolares, encontros bimestrais para análise, avaliação e planejamento do trabalho da equipe escolar, reforço na própria escola, aula passeio para conscientização do meio ambiente, palestras sobre meio ambiente, atividade, apresentação de capoeira, campanhas de alimentos e agasalhos para doar às famílias dos alunos carentes.

Pensa-se ainda em desenvolver outras atividades com a participação e contribuição de todos, com metas bem definidas no início do ano. Estas atividades buscam desenvolver habilidades e competências necessárias no desenvolvimento integral das crianças.

Ademais essas atividades contribuíram para melhoria da qualidade da educação tais como: Parcerias Secretarias Municipais ,com o Conselho Tutelar e com a Assistência Social; fortalecer os vínculos com o Grupo da Terceira Idade que já participou de atividades na escola, e foi bastante proveitoso, a Filarmônica de Lapão que apresentaram para as crianças, buscar mais a participação efetiva dos pais e comunidade. Essa estreita relação tem como pano de fundo uma escola competente em que o currículo se constitua expressão viva do processo social objetivando a preparação de cidadãos críticos e produtivos, que participem com responsabilidade na transformação social.

Assim é no Projeto Político do Estadual que elaboramos um conjunto de princípios que servirão de elementos norteadores das ações de todos que convivem em seu contexto escolar. Pretende-se transformar esse projeto em realidade a partir do engajamento de toda comunidade educativa em busca de um mesmo objetivo.
Parte I: Concepção Pedagógica

1 – Metas da Escolarização

l  Reduzir continuamente o baixo desempenho dos alunos nas disciplinas de Lingua Portuguesa e Matemática;

l  Elaborar progressivamente a proposta pedagógica da escola com base nos dados e informações da análise situacional;

l  Definir progressivamente padrões de aprendizagem;

l  Criar continuamente o Conselho Escolar;

l  Elaborar bimestralmente projetos de aprendizagem;

l  Fortalecer continuamente a gestão democrática;

l  Assegurar continuamente a permanência dos portadores de necessidades especiais;

l  Manter na escola até o final de cada ano, 90% dos alunos matriculados;

l  Informatizar o sistema de gerenciamento da escola até 2010.

Competências a serem desenvolvidas

PERÍODO (EM TORNO DE 04 A 05 ANOS)

  • Cumprir progressivamente normas e regras.
  • Estabelecer regras de respeito e amizade com os colegas, professores e demais.
  • Adquirir progressivamente hábitos de higiene pessoal e ambiental.
  • Localizar-se dentro da rotina escolar.
  • Representar graficamente o próprio corpo e nomear corretamente as partes.
  • Dominar satisfatoriamente o esquema corporal.
  • Coordenar, em exercícios físicos, movimentos de braços e pernas.
  • Acompanhar diferentes ritmos.
  • Ter equilíbrio nas diversas situações.
  • Vestir-se sozinho.
  • Ter boa postura nas atividades livres e dirigidas.
  • Ser capaz de fazer suas escolhas.
  • Expor e representar de várias maneiras suas idéias.
  • Nomear gradativamente sentimentos (raiva, medo, alegria…).
  • Relatar pequenos recados, histórias e fatos, com organização gradativa do pensamento.
  • Comunicar-se adequadamente em situações diversas.
  • Aprimorar a linguagem oral, quanto a pronuncia correta e ampliação do vocabulário.
  • Utilizar a tesoura, com pressão correta, para fazer  recortes livres e dirigidos em linhas retas.
  • Colorir os próprios desenhos, começando a respeitar limites e contornos.
  • Desenhar representações gradativas de cenas ouvidas e situações vivenciadas.
  • Fazer dobraduras dirigidas simples.
  • Utilizar recursos gráficos como desenhos e registros espontâneos, além do gesto e da expressão corporal.
  • Identificar o próprio nome e dos colegas.
  • Diferenciar letras e números.
  • Perceber progressivamente a função social da escrita em situações de registro e comunicação.
  • Realizar pseudoleituras.
  • Reconhecer palavras familiares em pequenos textos.
  • Nomear algumas letras do alfabeto
  • Escrever corretamente seu nome.
  • Estabelecer contato com diversos tipos de texto ( narrações, poesia, parlendas, receitas, canções listas, advinhas, etc.).
  • Evoluir na hipótese escrita do nível pré- silábico com letras para o silábico.
  • Participar de produções de textos coletivos.
  • Fazer registros espontâneos de situações vivenciadas.
  • Ser capaz de copiar palavras e pelos menos uma frase do quadro.
  • Perceber e utilizar o direcionamento correto da escrita.
  • Associar frase à figura.
  • Fazer reconto de poesias, histórias e notícias.
  • Interpretar oralmente pequenos textos lidos pelo professor.
  • Criar histórias a partir de figuras ou cenas.
  • Pesquisar fatos contextualizados.
  • Dramatizar personagens e falas.
  • Perceber progressivamente a sequência lógica e temporal dos eventos e relatos (início, meio e fim).
  • Fazer registros espontâneos de números.
  • Ter noção de tempo (ontem, hoje, amanhã).
  • Reconhecer pequenas quantidades.
  • Reconhecer os algarismos e escrever gradativamente até 9.
  • Realizar classificação e ordenação com critérios estabelecidos por si próprio.
  • Utilizar gradativamente os numerais, adequados em situações de contagem e uso social.
  • Reconhecer as formas geométricas básicas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo).
  • Ter noção de conceitos matemáticos mais amplos.
  • Compreender e aceitar regras simples de jogos.
  • vivenciar experiências de natureza química, física e biológica.
  • Desenvolver gradativamente critérios e métodos de pesquisas.
  • Ter noção de onde mora, onde é a sua casa, observando e descrevendo o caminho percorrido.
  • Pesquisar, apreciar e reproduzir obras de artes de autores e temas explorados.

OBJETIVOS DA INSTITUIÇÃO

l  Reduzir o baixo desempenho dos alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática;

l  Melhorar a prática pedagógica da escola;

l  Elevar o desempenho acadêmico dos alunos;

l  Implantar o conselho escolar e outra forma de participação da comunidade;

l  Desenvolver a articulações no processo da gestão democrática;

l  Garantir o acesso de criança com necessidades educacionais especiais na Instituição;

l  Assegurar o acesso e melhorar a qualidade de atendimento educacional às crianças de 4 a 5 anos;

l  Implantar um sistema de gerenciamento eficaz e participativo.
ATIVIDADES PROPOSTAS

Oficinas pedagógicas de leitura e produção textual, oficina de Matemática, Projetos Pedagógicos (Leitura e escrita, Projeto Mexendo com a emoção  através da arte, Projeto Valores, Projeto Meio Ambiente, Projeto de Ampliação da Biblioteca Móvel); reuniões mensais com professores e pais de alunos com baixo desempenho; promoção da participação da família em eventos sócio-culturais, encontros semanais para análise, avaliação e replanejamento do trabalho da equipe escolar, Conselhos de Classe bimestrais para levantar ações para sanar as dificuldades, reforço na própria escola, aula passeio para empréstimo de livros literários aos alunos para a leitura em família, compra de Kits pedagógicos.

PARCERIAS QUE INTEGRAM A COMUNIDADE

-         Palestra sobre dengue, piolho, saúde bucal com enfermeiros, agentes comunitários e odontológicos.

-         Apresentações: capoeira, grupo de teatro, Filarmônica de Lapão, festival de música, cantor Zé Gomes.

A Escola também conta com parceiros: Gerência de Saúde, palestras e campanhas espaço de lazer e entretenimento fora da escola. Para isso há o apoio da Secretaria de Educação em parceria com a Prefeitura, e a empresa Saturnino Turismo.

No final do ano letivo com pessoas da comunidade, empresários, profissionais de várias áreas, Prefeitura, Secretaria Municipal para angariar fundos para presentear todas as crianças da escola, a escola também se organiza e colabora com a comunidade, com campanha de doação de roupas e alimentos.

Também são realizados alguns sorteios beneficentes, cujo objetivo é sempre organizar e melhorar nossa escola.
DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO ESCOLARIZAÇÃO

l  Estabelecer intercâmbio sócio-cultural, potencializando as forças da escola;

l  Participação do Conselho de Pais nas decisões da escola;

l  Acionar as famílias em reuniões para conhecer o corpo docente discutir soluções e parcerias para melhorar o rendimento da aprendizagem;

l  Compartilhar as decisões, buscando soluções com os vários segmentos escolares.

NOSSA MISSÃO

Missão: Atender às necessidades de aprendizagens no segmento de educação infantil, em harmonia com os valores institucionais explicitados pelo Centro de Educação Infantil.

NOSSA VISÃO DE FUTURO

Visão Ser uma escola presente, referente para as demais escolas, contribuindo para a formação de pessoas íntegros/ competentes e socialmente responsáveis.

NOSSOS VALORES

-    Foco na aprendizagem

-     Relações éticas

-    Trabalho cooperativo/ participativo

-    Melhoramento contínuo

-    Responsabilidade social

3. CONCEPÇÕES

3.1 Sociedade e Cultura

É um grupo de pessoas que vivem sob as leis comuns com seus costumes, crenças, regras, valores e normas. De acordo com este posicionamento, variam de grupo para grupo.

Do ponto de vista cognitivista não se tem um modelo de sociedade ideal como produto final da evolução humana. O que se considera é em termos de tendências gerais, ou seja, a otimização do comportamento individual e do comportamento coletivo, sendo que este último se refere particularmente à organização social e política da sociedade.

3.2 Homem

Ser social, crítico, histórico e cultural que desenvolve o seu papel na sociedade e passa por um processo de transformação através dos tempos.

Considerando-se o fato de que se trata de uma perspectiva interacionista, homem e mundo serão analisados conjuntamente, já que o conhecimento é o produto da interação entre eles, entre sujeito e objeto, não se enfatizando pólo algum da relação, como ocorreu nas abordagens anteriores.

O ser humano, como todo organismo vital, tende a aumentar o controle sobre o meio, colocando-o a seu serviço. Ao fazê-lo, modifica o meio e se modifica.

O desenvolvimento do ser humano consiste, de forma genérica, em se alcançar o máximo de operacionalidade em suas atividades, sejam estas motoras, verbais ou mentais.

No seu desenvolvimento, a criança irá reinventar todo o processo racional da humanidade e, na medida em que ela reinventa o mundo, desenvolve-se a sua inteligência. Um fenômeno básico no desenvolvimento da criança é caracterizando pela aclopagem do sistema simbólico à atividade real o que lhe possibilita por o pensamento a serviço da ação.

3.3 Educação

É a base de uma sociedade desenvolvida, mas para isso pressupõe que a sociedade esteja aberta a essas mudanças.

Assim, o processo educacional, consoante a teoria de desenvolvimento e conhecimento, tem um papel importante, ao provocar situações que sejam desequilibradoras para o aluno, desequilíbrios esses adequados ao nível de desenvolvimento em que se encontram, de forma que seja possível a construção progressiva das nações e operações, ao mesmo tempo em que a criança vive intensamente (intelectual e afetivamente) cada etapa de seu desenvolvimento.

A educação, portanto, é condição formadora necessária ao desenvolvimento natural do ser humano. Este, por sua vez, não iria adquirir suas estruturas mentais mais essenciais sem a intervenção do exterior.

4 – Regimento Comum da Escola baseado no que se refere a matrícula faz-se necessário.

DA MATRÍCULA

Art. 106º – A matrícula para todas as modalidades de ensino será efetuada conforme diretrizes e época fixadas pela Secretaria Municipal de Educação.

§ 1º – Encerrado o período de matrícula, caso remanesçam vagas ou ocorram desistências, virão ser efetuadas novas matrículas, observada a ordem de demanda registrada, não deverá ficar nenhuma criança fora da escola.

§ 2º – A Equipe Escolar e o Conselho de Escola darão ampla divulgação do edita de matrícula, fixando-o, não apenas nas entradas e outras dependências da escola, como também, em locais acessíveis à população.

§ 3º – As escolas devem assegurar a matrícula aos alunos portadores de necessidades especiais, integrando-os às classes regulares.

Art. 107º – A matricula inicial será efetuada mediante requerimento do pai ou responsável, ou do próprio aluno, se maior.

Art. 108º – São requisitos legais para a matrícula:

I – Fotocópia da Certidão de Nascimento ou Casamento;

II – 01 (uma) foto 3×4;

III – Histórico Escolar, 1ª via original;

Parágrafo Único – A matrícula da Rede Municipal é aberta a alunos de qualquer sexo ou idade, sendo obrigatório para as crianças de 07 e 14 anos.

Art. 109º – É expressamente vedado à escola condicionar a matricula ao pagamento de taxas de qualquer natureza e a quaisquer outras exigências adicionais às prévias pela legislação.

5 – O QUE SE ENTENDE POR:

5.1. Currículo

São as experiências vividas e construídas pelos sujeitos que fazem parte do processo, assim deve ser levado em conta a realidade social e cultural das crianças, o desenvolvimento e as características próprias do momento que estão vivendo e os conhecimentos socialmente disponíveis em relação ao mundo físico e social.

Enfim, podemos afirmar que um currículo pode representar todas as experiências de caráter intelectual, motor, mental, emocional, social ou transcendental a serem oportunizadas aos alunos, para que possam desenvolver-se plenamente como pessoas e cidadãos.

5.2. Planejamento

É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e problemática do contexto social. A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das relações sociais.

Planejamento é, também, uma atitude, um modo de ser que implica conhecimento e reflexão sobre a realidade onde pretendemos atuar, seleção de meios que permitam intervir, onde a mudança se faz necessária, análise dos resultados que vão sendo obtidos e retomada ou modificação do até então proposto, se a realidade mostrar que é preciso corrigir a rota.

“Portanto, planejar é uma atividade graças a qual o homem, vivendo em sociedade, se esforça por dominar e por construir deliberadamente seu futuro coletivo, por força do poder da razão, como nos ensina Friedmann”.

5.2.1 – Objetivos do Planejamento

l  Orientar de modo racional, eficaz e econômico as atividades de ensino.

l  Orientar os alunos na busca dos objetivos de ensino.

l  Acompanhar o desenvolvimento do processo educacional.

5.2.2. – ATIVIDADES DO PLANEJAMENTO

A atividade de planejar, como um modo de dimensionar política, científica e tecnicamente atividade escolar, deve ser resultado da contribuição de todos aqueles que compõem o corpo profissional da escola. É preciso que todos decidam conjuntamente o que fazer e como fazer. O planejamento das atividades deve ser coletivo.

Cremos que o papel do diretor de um estabelecimento de ensino é coordenar a construção de diretrizes da instituição como um todo e atuar para prover as condições para que tais diretrizes possam efetivamente sair do papel e transformar-se em realidade. Não será o diretor que planejará e imporá seu planejamento sobre os outros; ele será, sim, o coordenador de uma decisão coletiva para a escola, que também deverá ser gerenciada coletivamente. Só um projeto comum poderá ser realizado de forma comum.

5.3. AVALIAÇÃO
A avaliação poderia ser compreendida como uma crítica do percurso de uma ação, seja ela curta, seja prolongada. Enquanto o planejamento dimensiona o que se vai construir, a avaliação subsidia essa construção, porque fundamenta novas decisões. Como “críticas de percurso de ação”, a avaliação será uma forma pela qual podemos tomar, genericamente falando, dois tipos de decisão.

Uma delas tem a ver com a dimensão do próprio projeto de ação. A avaliação subsidia a própria produção do projeto ou o seu redimensionamento.

5.4. Problemas elencados na elaboração do Projeto Político Pedagógico.

l  Currículo desorganizado e desarticulado.

l  Baixo desempenho nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática

l  Praticas pouco efetiva

l  Falta de infra-estrutura

l  Ausência de um sistema de avaliação da equipe escolar

l  Alunos com problemas psicológicos provenientes de várias ordens: maus tratos, desnutrição, ausência dos pais, carência afetiva e financeira.

l  Carência de equipamento gerencial (computador com matricial)

l  Carência de novos recursos tecnológicos (data show, retroprojetor, impressora multifuncional, microfone sem fio, quadro brancos máquina de Xerox, etc.)

l  Destinação dos recursos financeiros incompatível com a necessidade da escola.

Parte II

1 – Objetivo do ensino da Educação Infantil e do Ensino Fundamental de Nove Anos.

Educação Infantil – Garantir aos educandos a construção de formas ou sistemas de representação da realidade, de acordo com o seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social.

Ensino Fundamental de Nove Anos – Garantir aos educandos a apropriação de conhecimentos básicos, sistematizados e significativos, incorporando suas experiências sociais e culturais, num processo de ampliação de sua capacidade de elaboração, compreensão e representação da realidade na perspectiva de transformá-lo. (Art. 4º da LDB. 9.394/96).

2 – A IMPORTÂNCIA DAS DIVERSAS LINGUAGENS

3 – METODOLOGIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Considerando que as crianças já desenvolve metodologias próprias, a nível de conhecimento e leitura do mundo, com formas de aprendizagem já incorporadas é vital trazer para sala de aula os seus conhecimentos e vivencias para que a aprendizagem se constitua um processo vivo, contextualizando e participativo.

A comunidade escolar deve participar intensamente desse processo, utilizando a metodologia em que o cotidiano do aluno seja explorado em seus múltiplos aspectos: Social, cultural, político, econômico e histórico, numa ação interdisciplinar que possibilite o entendimento das relações do homem na sociedade, na perspectiva de transformação da mesma.

A diversidade de experiência como fator que enriquece e amplia o processo ensino aprendizagem deve embasar a prática pedagógica e para tanto é fundamental a consolidação de interação Educador e Educando em constante relação dialógica e dialética.

Nesse processo as agentes educacionais constituem peças fundamentais na construção do saber, respeitando-se as diferenças e identidade cultural de cada um e estimulando-se a reflexão sobre os meios para resolvê-los.

Considerando as seguintes diretrizes metodológicas norteadoras da prática pedagógica para a Educação Infantil e Ensino Fundamental de nove anos.

l  O ambiente escolar deve conter e considerar toda a diversidade do mundo da escrita.

l  O processo de educando tem que ser respeitado é preciso saber intervir neste processo.

l  A heterogeneidade da classe é que faz com que se efetive a aprendizagem.

l  Na construção do conhecimento considera-se o erro como elemento natural – a aprendizagem se dá pelos acertos e pelos erros que acontecem no processo.

A educação para o êxito tem que ser contextualizado, educação/vida, prática pedagógica e problematizadora com metodologias que estimulam a criatividade e a iniciativa de alunos, valorizando o diálogo entre eles e os objetos do conhecimento e da cultura, além de permitir o uso integral dos recursos tecnológicos disponíveis. Paralelamente, encontros de estudos e avaliação constantes do processo educativo fortalecem mudanças de postura e repensar da prática pedagógica e da superação de obstáculos do dia a dia escolar.

Neste sentido, faz-se necessário a discussão de alguns princípios metodológicos que norteiam a prática metodológicas que norteiam  a prática pedagógica pautada na teoria construtivista sócio-interacionista. A Metodologia aqui proposta não adota os princípios rígidos de ensino formal tradicional, mas também não está sujeita a improvisos a atitude de esperar de que as coisas simplesmente aconteçam. A criança precisa de limites firmes para se sentir protegida, inclusive dela mesma, precisa de um espaço onde se sinta livre para pensar, agir, acertando ou errando, e deve ser ela mesma, o agente do seu desenvolvimento e aprendizagem, sem receber ensinamentos prontos e estereotipados. O processo de alfabetização proposto parte do aluno, é ele o sujeito epistêmico – que aprende.

O desenvolvimento infantil é um processo que depende do que cada criança é, de suas experiências anteriores, do ambiente em que vive e de suas relações com esses ambientes.

Todos esses fatores são profundamente interligados e deles dependem o ritmo e a forma como acontece o desenvolvimento integral do aluno. O processo de alfabetização ocorre de forma diferente em cada criança, e cada uma alcança determinados níveis também em momentos diferentes, dentro de seu próprio ritmo.

Conhecendo os principais estágios cognitivos e os níveis conceituais das crianças, é possível estabelecer alguns princípios gerais que orientam a metodologia a ser adotada na execução das atividades.

1- As atividades devem ser centradas nos interesses das crianças e organizadas de modo a respeitar as condições de relação de cada uma delas. Cada criança deve ter a possibilidade de realizar tarefas que interessam, nas quais se envolve afetivamente, e que possa realizá-las sem fracasso. Isso não significa que as atividades não devam representar um desafio que a estimule a vencer, mais uma etapa em seu desenvolvimento. O desafio deve existir sim, lançado planejadamente pelo educador para que a criança procure vencê-la mesmo a custo de certo esforço.

2- As atividades, sempre que possível, serão interdisciplinares e atenderão a todos os objetivos previstos pelo professor nos diversos conteúdos didáticos.

3- Os jogos e as brincadeiras farão parte das atividades diárias, podendo ser indicadas pelo professor ou escolhidas pelo aluno.

4- As atividades em grupo devem ser priorizadas. A interação com o outro (colega/Professor) é um dos maiores suportes para a aprendizagem.

5- A solução de problemas. O aprendizado nas classes dever ser um constante desafio á criatividade, à imaginação e ao raciocínio das crianças.

6- O alcance da autonomia. As crianças precisam ter oportunidades de fazer suas escolhas, de exercerem, enfim, sua independência, assumindo conscientemente seus direitos e deveres.

7- A avaliação do aluno. Não há certo nem errado nas produções dos alunos em processo de alfabetização. Existe, sem, a demonstração do seu nível conceitual.

O educador precisa saber ler as representações de cada aluno para entender o seu pensamento e poder preparar atividades de intervenção adequadas para que o aluno avance.

Postura do Professor

Para atender a todos esses princípios metodológicos, o educador (alfabetizador) deve estar devidamente embasado na teoria e na prática construtivista e disposto a mudar, significativamente, sua prática pedagógica, devendo, portanto, imbuir-se de uma postura condizente com a proposta didática de alfabetizar.

Como começar?

Cada professor/psicopedagogo precisa pesquisar a todo o momento as vantagens e desvantagens da tendência teórica que o dirige e formular ele próprio o seu projeto pedagógico, sua metodologia, oferecendo na sua proposta didática atividades que propiciem a saúde física, mental e socioemocional a seus alunos, além de possibilitar avanços intelectuais e cognitivos.
4 – AVALIAÇÃO DO ENSINO APRENDIZAGEM.

A avaliação é um fenômeno social, dinâmico, histórico, e esta comprometido com o modelo educativo que valorizamos.

Na Educação Infantil, o processo avaliativo, apesar de não utilização de notas, não se restringi a relatórios óbvios e desrespeitáveis para com a criança.

A avaliação na Educação Infantil deve ser uma prática amorosa e acolhedora. Avaliar as crianças de 0 a 6 anos implica acolhê-las no seu ser e no seu modo de ser.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 na Seção II (art.31) – Da Educação Infantil, destina um de seus três artigos a questão da avaliação “Na Educação Infantil”, a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental .

Portanto, é a partir da análise de situações vividas pelos professores  no seu cotidiano , através da expressão e manifestação de suas dúvidas e análise, que podemos estar verificando a prática na avaliação formativa. Diante de diversas modalidades de avaliação surgiu um interesse de conhecer e ainda verificar o processo forma de avaliação formativa, e como é aplicado na Educação Infantil, acompanhando o desenvolvimento da criança.

De acordo com o regimento escolar, art. 87º – A avaliação do processo ensino-aprendizagem deve ser entendida com um diagnóstico do desenvolvimento do educando na relação com a ação dos educadores, na perspectiva do aprimoramento do processo educativo.

Parágrafo Único – O processo deve ser contínuo e ter como base a visão global do aluno, subsidiado por observações e registros obtidos no decorrer do processo.

Art. 88º – A avaliação terá por objetivos:

I – diagnosticar a situação de aprendizagem do educando para estabelecer os objetivos que nortearão o planejamento da ação pedagógica;

II – verificar os avanços e dificuldades do educando no processo de apropriação, construção e recriação do conhecimento, em função do trabalho desenvolvido.

III – fornecer aos educadores elementos para uma reflexão sobre o trabalho realizado, tendo em vista o replanejamento;

IV – possibilitar aos educandos tomarem consciência de seus avanços e dificuldades visando seu envolvimento no processo de aprendizagem;

V – embasar a tomada de decisão quanto à dos educandos.

Em seu artigo Art. 89º, os resultados do processo de avaliação contínua terão a seguinte periodicidade e serão expressos das seguintes formas:

I – Educação Infantil – através da análise descritiva dos avanços e dificuldades nos três estágios semestralmente, resultante da análise do processo educativo, através de registros contínuos;

II – através de conceitos ou notas de 01(um) a 10(dez), em todas as séries do Ensino Fundamental,ao término de cada bimestre letivo, resultante de análises do processo educativo, através de registros contínuos;

Parágrafo Único – para análise e reflexão do processo de ensino-aprendizagem, a escola deverá garantir ao escolar, no mínimo:

a)            Encontros bimestrais entre os educadores da escola: (Conselho de Classe).

b)            Encontros bimestrais dos educadores pais ou responsáveis (reunião de pais e mestres/alunos).

Art. 90º A avaliação dos alunos das escolas municipais é baseada em mais de 03(três) instrumentos avaliatórios por unidade de estudo:

a)            1ª Avaliação qualitativa (conteúdos, procedimentais e atitudinais, valendo 2,0(dois) pontos.

b)            2ª Avaliação (trabalhos em equipe, duplas, individuais e outros, valendo 8,0(oito) pontos.

c)            3ª Avaliação – escrita ou oral, conforme critérios do professor, valendo 10(dez) pontos.

Art. 91º  As notas bimestrais e a anual dos resultados das análises do processo de avaliação serão expressos através das seguintes formas:

I – 10, 09, e 08 o aluno evidencia, de modo (PS) plenamente satisfatório, os avanços necessários à continuidade do processo educativo;

II – 07, 06 e 05 o aluno evidencia, de modo (S) satisfatório, os avanços necessários à continuidade do processo educativo;

III – 04, 03, 02 e 01 o aluno evidencia, de modo (NS) não satisfatório, os avanços necessários à continuidade do processo educativo;

Art. 92º Os registros do processo de avaliação deverão ser sistematicamente analisados com o educando.

Parágrafo Único – Pela natureza e objetivos do processo de avaliação, as sanções disciplinares não poderão interferir nos registros de acompanhamento do processo educativo.

Art. A atribuição das notas bimestrais e a anual deverá ser precedidas pela análise do desempenho global do educando, pelo coletivo dos professores, em reunião pedagógica de avaliação do processo educativo, sendo possibilitada a participação de representantes de alunos e pais (Conselho de Classe).

Parágrafo Único – Após análise global de desempenho do educando, cada professor atribuirá as notas referentes ao seu componente curricular, bimestral e anualmente. Será considerado promovido o aluno que obtiver 24 (vinte e quatro) pontos do somatório, obtendo média 06 (seis).

Art. 94º – No Ensino Fundamental a nota anual será o resultante da análise global das notas bimestrais em cada componente curricular.

Parágrafo Único – A média estipulada para promoção do aluno no município de Lapão é 06 (seis).

Art. 95º – O aluno que obtiver um somatório de 22 (vinte e dois) pontos nas 04 (quatro) unidades de estudo será submetido ao Conselho de Classe para parecer e possível promoção.

Parágrafo Único – Se o parecer do Conselho de Classe for desfavorável, o aluno terá direito ao processo de recuperação final, para completar os pontos estipulados neste regimento para promoção.

DA RECUPERAÇÃO

Art. 96º – A recuperação, parte integrante do processo de construção do conhecimento, deve ser entendida com orientação contínua de estudos e criação de novas situações de aprendizagem.

Art. 97º – A recuperação, na forma do artigo anterior é definida no Plano Escolar, processar-se-á:

I – continuamente:

a)            na ação permanente em sala de aula, pela qual o professor, a partir da ação educativa desencadeada, criará novas situações desafiadoras e dará atendimento aos alunos que dele necessitam, através das atividades diversificadas.

b)            no trabalho pedagógico da escola, como um todo, sendo a sua organização e planejamento estabelecidos no Projeto Pedagógico da escola.

II – periodicamente, no primeiro, segundo, terceiro e quarto bimestre, em período definido no cronograma escolar;

Parágrafo Único – O aluno deverá obter nos quatro bimestres um somatório de 10 (dez) pontos e freqüência maior que 50% para ser contemplado com a recuperação final, com base de cálculo – 10 x 4 = 40 ÷ 4 = 10. Não conseguindo, ficará automaticamente retido.

DA APURAÇÃO DA ASSIDUIDADE

Art 98º – As presenças e ausências dos alunos às atividades escolares serão registradas pelos professores e enviadas à Secretaria da Escola.

Art. 99º – O aluno terá direito a abono de faltas, nos casos previstos pela legislação vigente.

Art. 100º – Os dados relativos à apuração de assiduidade deverão ser comunicados ao aluno e ao pai ou responsável , durante o decorrer do período letivo, sempre que houver necessidade e, no mínimo, bimestralmente.

Art. 101º – A apuração da assiduidade, em cada ano ou semestre letivo, far-se-á:

FREQÜÊNCIA

RENDIMENTO

MENÇÃO/FN

RESULTADO

a) A partir de 75% 1 a 4,5 retido recuperação
b) A partir de 75% 5 a 10 promovido promovido
c) Menor de 75% e = ou maior de 50% 1 a 8,0 retido recuperação
d) Menor de 75% e = ou maior de 50% 8,1 a 10 promovido promovido
e) menor de 50% 8,0 a 10 retido retido

Art. 102º – O aluno deverá cumprir atividades escolares para compensar ausência no decorrer do período letivo, sempre que se fizer necessário, de forma permanente e contínua se justificar sua falta com atestado médico ou outro instrumento legal.

§ 1º – Em casos excepcionais, a compensação de ausências poderá ser cumprida ao final do semestre letivo.

§  2º – A periodicidade e a forma de compensação de ausências deverão estar explicitadas no Projeto Pedagógico da escola.

Art. 103º – No final do semestre letivo, a freqüência às atividades escolares de compensação de ausências será descontada do número de faltas registradas para apuração final da assiduidade.

Parágrafo Único – Se o aluno vier a transferir no decorrer do ano letivo, o desconto referido deste artigo será efetuado no ato da transferência.

DA PROMOÇÃO

Art. 104º – A promoção ou retenção do educando decorrerá da avaliação do processo educativo e da apuração da assiduidade, durante as quatro unidades de estudo do ano letivo.

Art. 105º – O educando será promovido ou retido, com base na análise global sobre a visão específica de cada componente curricular, segundo artigo 245 da LDB 9394/96.

§ 1º – Na análise do desempenho global do educando, deverá ser considerada a sua freqüência , de acordo com o Artigo 101 deste regimento.

§  2º  –  A decisão do coletivo dos professores sobre a promoção ou retenção do educando será expressa mediante Parecer Conclusivo, através das categorias: Promovido (Pr) e Retido (R).

4.1 – CONSELHO DE CLASSE

Art. 82º – O Conselho de Classe será composto por todos os professores de disciplinas, áreas de estudo e atividades de cada série ou de cada turma de alunos, sob a presidência do Diretor, Vice-Diretor, Coordenador ou do Secretário, competindo:

a)            Decidir sobre a promoção de cada aluno da turma que não tenha atingido a média para promoção na forma deste regimento;

b)            Promover a coordenação dos planos de curso para a respectiva turma;

c)            Opinar sobre a aplicação de penalidades;

d)            Analisar o comportamento da classe, contando com o seu regulamento com os diferentes processos;

e)            Dar informações em parecer a respeito dos alunos, sobre os aspectos psicopedagógicos.

Art. 83º – O Conselho de que trata o presente artigo deliberará por maioria absoluta dos membros presentes, cabendo ao presidente o voto do desempate.

Art. 84º – Para efeito de deliberação o Conselho levará em conta os seguintes elementos:

a)            Assiduidade;

b)            Comportamento e conduta em geral dentro e fora da sala de aula;

c)            Notas obtidas nas disciplinas, áreas de estudo, atividades em que for promovido;

d)            Circunstâncias diversas que tenham interferido para prejudicar o aproveitamento da disciplina em questão;

e)            O Conceito geral de que desfruta o aluno.

Art. 85º O Conselho de Classe se reunirá:

a)            Ao fim de estudo de cada unidade, para proceder à avaliação da turma e propor medidas de recuperação remedial, replanejando a unidade seguinte, para atender alunos de aprendizagem insuficiente;

b)            Após a apuração dos estudos de recuperação, para julgamento das promoções.

5 – NORMAS DE CONVIVÊNCIA DA COMUNIDADE ESCOLAR

Relações interpessoais na escola buscando valorizar e incentivar as relações de solidariedade, harmonia, amor e afeto em seu cotidiano. Comprometimento do coletivo no desenvolvimento das ações. Transferência e seriedade na aplicação dos  recursos financeiro, motivação de alunos e professores no processo ensinoaprendizagem, relação interpessoal saudável e produtiva entre funcionários. Responsabilidade e envolvimento do coletivo no desenvolvimento das ações do processo educativo.
6 – CALENDÁRIO INTERNO DO CEI

Janeiro

Férias

Matrículas

Fevereiro

Abertura do ano letivo (Preparação para receber os alunos).

Março

Dia da Mulher – mensagens e produção do aluno

Abri

Semana Santa – Palestra, Ceia.

Índio – Valorização da Cultura indígena (exposição de arte)

Maio

Aniversário da Lapão (Projeto Conhecendo minha cidade e Educação para a Convivência com o Semi-arido.

Teatro na escola

Excursão

Junho

- Festa junina

Apresentações

Comidas típicas

-  Meio Ambiente (excursão, aula de campo, exposição de arte).

Julho

Dia da Caridade (arrecadar donativos para pessoas carente com ajuda da comunidade).

Dia da vovó

Reflexão, recados produzidos pelos alunos.

Agosto

-Folclore

Exposição de arte

Teatro e comidas típicas

-Dias dos pais

palestra

lanche para os pais

Setembro

Semana da Pátria – Desfile Mirim

Outubro

Semana da criança – Oficina de pintura, argila, jogos e brincadeiras.

Uso de Brinquedos (pula-pula, cama elástica).

Novembro

-Dia da Consciência negra, poesia, história, teatro e trabalhos artísticos (pintura, desenho e murais).

-Projetos Permanentes

-Culminância do Projeto Leitura e Escrita com:

l     Apresentações teatrais

l     Sarau poético

l     Produções e confecções de livros: Contos / poesias

Dezembro

-Encerramento do ano letivo

-Festa Natalina

Apresentações de coreografias

Teatro

Coral

Distribuição de presentes doados pela comunidade

Confraternização dos funcionários.

ENCONTROS PEDAGÓGICOS

l  Reuniões Pedagógicas – Para reflexão estudos de textos e planejamento.

l  Reuniões Bimestrais – Com o Conselho de Classe: acompanhamento e análise periódica dos índices do rendimento escolar e auto avaliação da prática pedagógica socializando-as com a comunidade.

l  Reuniões com o envolvimento de pais, professores e demais funcionários para avaliação das práticas pedagógicas e discussão para sua melhoria.

l  Reunião com a equipe técnica para avaliar as ações e discussões para melhoria da escola.

l  Reunião com todos os segmentos escolares e Conselho de pais, amigos da escola para avaliação, aperfeiçoamento e replanejamento o PPP.

7 – PROJETOS PERMANENTES:

l  Leitura e escrita

l  Projeto Valores (Escola espaço de convivência)

l  Mexendo com as emoções através da arte

l  Projeto Meio Ambiente (Educação para convivência no semiárido).

Parte III – COMPOSIÇÃO DE CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL.

1. Equipe Técnica

1.1 Diretoria: Luzinete Ferreira Rosendo

1.2 Vice-Diretora: Maria Arlinda dos Santos

1.3 Coordenação Pedagógica: Cléia Regina Azevedo Vilela Dourado

1.4 Secretária: Zuleide Dourado Santos

15 Digitadora: Clecione Porto

1.5 Corpo Docente:

  • Anair Maria de Menezes
  • Daniela M. Lemes da Silva
  • Elizaney Pereira Trindade Dourado
  • Ecijânea Alves Freitas
  • Gilvany Rocha Ferreira
  • Maria Márcia Feitosa
  • Maria Aparecida Sátiro
  • Maria de Fátima A. da C. Santos
  • Maria Joana Bernardino
    • Suênia Dourado Oliveira

1.8 Recreada:

-         Carmen Almares F. Aragão

1.9 Agentes de Serviço:

l  Rosineide Moreira da Silva

l  Carina Dourado

l  Josefa Cláudia Dasdores Neta

l  Rosângela Maria dos Anjos

l  Maria Gorete Marques dos Barbosa

Direitos e Deveres doS Alunos

2.1 DOS DIREITOS

Art. 55° – Os direitos dos alunos deveriam substancialmente dos direitos e garantias fundamentais disposto na Constituição da República, bem como dos que fixam o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases nacional em vigor – Lei Federal 9394/96.

Art. 56° – Ficam assegurados aos alunos as mais amplas liberdades de expressão e organização para as quais a comunidade escola deve encontrar ativamente, criando condições  e oferecendo oportunidade e meios.

Art. 57° – Constitui direito do aluno o acesso às atividades escolares, cabendo à escola não criar impedimento de qualquer natureza.

Art. 58° – Os alunos têm i direito de participar da elaboração, acompanhamento e avaliação do Projeto Pedagógico, inclusive na definição de normas disciplinares.

Art. 59° – Constitui direito ao aluno ter asseguradas as condições de aprendizagens, além do acesso aos recursos materiais e didáticos da escola.

Art. 60° – Fica assegurado ao aluno o direito aos estudos de recuperação que devem garantir-lhe novas oportunidades de aprendizagens, sem limite estimulado de disciplina e/ou áreas de estudo.

Art. 61° – O aluno terá direito de cumprir atividades escolares para compensar ausências, no decorrer ou no final do período letivo, desde que apresente justificativa legal de suas faltas.

Art. 62° – Constitui direito personalíssimo do aluno ou de seu responsável legal recorrer dos resultados das avaliações do processo de aprendizagem, ao longo do processo educativo e nos termos de legislação em vigor.

Deveres dos Alunos

Dos Deveres

Art. 63° – Os deveres dos alunos se consubstanciam em função dos objetivos das atividades educacionais e da preservação dos direitos do conjunto da comunidade escolar.

Art. 64° – São deveres dos alunos:

I – Conhecer, fazer conhecer e cumprir este regimento;

II – contribuir em sua esfera da atualização e avaliação do projeto educacional da escola, expresso no Projeto Pedagógico da Escola;

III – Comparecer pontualmente e assiduidade ás atividades que lhes forem afetas, empenhando-se no sucesso de sua execução, justificando sua falta dentro das disposições legais;

IV – Cooperar e zelar para a boa conservação das instalações dos equipamentos e material escolar, concorrendo também para as boas condições de asseio das dependências da escola;

V – Não portar material que represente perigo para sua saúde, segurança e integridade física ou de outrem;

VI – Participar ativamente da elaboração e cumprimento das normas disciplinares da escola;

VII – Comparecer as aulas uniformizados se for norma estabelecida pelo Conselho Escolar.

VIII – Respeitar Seus Colegas, Professores e Funcionários;

Art. 65° – A não observação dos deveres descritos no incisos do Artigo anterior deverá ser apreciada de forma indissociada de um tratamento educativo, de acordo com as normas estabelecidas neste regimento.

Parte IV – DIMENSÃO ESCOLAR

1. DIMENSÃO FÍSICA

05 Salas

01 Secretaria

01 Sala de professores

02 Almoxarifados

03 Banheiros

01 Cantina

01 Pátio Coberto

01 Laboratório de informática equipada com 17 computadores com mobiliário e 01 impressora multifuncional.

2. DIMENSÃO PEDAGÓGICA

01 Sala dos professores, a qual contém: 01 biblioteca móvel, bebedouro, recursos áudio visuais: 01 TV de 20′ polegadas, 01 vídeo cassete, 01 aparelho de DVD a disponibilidade dos professores para serem usados nas aulas como recursos didáticos, 01 mimeógrafo a disposição do corpo docente.

l  Brinquedos pedagógicos a disponibilidade dos professores como recursos didáticos, os quais são de grande utilidade para desenvolver o lado lúdico das crianças.

l  Material concreto como: palitos, tampinhas, canudos, dominó, palitinhos, jogos coloridos, sementes, com os quais os professores do grupo 04, 05 trabalham a matemática.

l  Outros recursos disponíveis na escola como: tesoura, grampeador e furador.

2.    Recursos técnicos e pedagógicos

04 Sons

01 Televisão sem entrada para DVD

01 TV 20 polegadas – 2007

01 DVD

07  ventiladores de parede e 01 de pé

01 Vídeo

Jogos educativos (poucos)

paradidáticos

dicionários

pasta arquivos com modelos de atividades gerais:

DIMENSÃO FINANCEIRA

Fonte

Total

Gastos com:

Estaduais FAED não tem não tem
Municipais
Federais MEC não tem não tem
PDDE R$ 5.773,80 R$ 4.619,04

Com material didático e de limpeza

R$ 1.154,76

Com material permanente. PMEnão temnão temOutrosSorteios

com a comunidade escolarR$ 637,00gastos com material didático e jogos educativosTotal geral R$

RELATÓRIO FINANCEIRO

A Escola Estadual de Lapão é mantida financeiramente com a Unidade Executora do FNDE- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Programa Dinheiro Direto na Escola, baseado no Censo Escolar anual. A mesma tem como contrapartida da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação.

Contamos com a parceria escola- comunidade que contribui com sorteios feitos durante o ano, tendo como finalidade a aquisição de bens permanentes, facilitando o trabalho pedagógico. Temos também a colaboração dos amigos da escola que nas datas comemorativas; dia da criança, dias das mães, dia dos pais, festa de encerramento do ano letivo com a presença de papai Noel distribuindo presentes e balas deixando todas as crianças alegres e felizes.

AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

A avaliação do Projeto Político Pedagógico de acordo com a filosofia da escola ocorrerá de maneira sistemática com os seguintes objetivos:

l  Avaliar o desempenho dos alunos e do corpo técnico, pedagógico e docente no cotidiano escolar.

l  Verificar até que ponto os objetivos foram atendidos e apresentar soluções para encaminhamento.

l  Avaliar a infra-estrutura (prédio de acordo com as definições contidas no projeto pedagógico.

l  Analisar os indicadores pedagógicos, observando a evolução das matriculas, resultados da avaliação da aprendizagem escolar e evasão.

l  Diagnóstico dos recursos materiais e didático-tecnológica aparelho de som, televisão, DVDs, ventiladores, lousa, etc.

l  Avaliar os recursos humanos; gestores escolares, coordenadores, professores, alunos, pessoal de apoio.

Diagnóstico dos recursos financeiros (considerando as fontes de recursos financeiros formais e identificar fontes alternativas.

l  Avaliar o entorno da escola (descobrindo e incentivando o potencial de envolvimento e participação da comunidade na dinâmica da escola).

l  Analisar os objetivos e as metas direcionados ao padrão de qualidade do Estabelecimento da escola.

l  Analisar as estratégias consolidadas no Projeto Pedagógico.

l  Avaliar o cronograma de implementação do calendário.

l  Análise e avaliação da sistemática da Avaliação do Projeto Pedagógico visando às correções, o aperfeiçoamento e o replanejamento no modelo original.

l  Avaliação do PPP. Será interna e externa.

l  Avaliação Inicial – Elaboração do PPP que corresponde ao momento do diagnóstico.

l  Avaliação Formativa – Cada bimestre, avaliar como estão se desenvolvendo as ações para corrigi-las no processo.

l  Avaliação final – Realizada ao final de cada ano.

l  Verificar se os objetivos definidos no Projeto Político Pedagógico foram alcançados.

Base legal para desenvolver as ações empreendidas no Projeto Político Pedagógico.

A Constituição Federal expressa no seu Art. 205º, como direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para oi trabalho.

A Educação Infantil de acordo o RCN/Infantil (Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil) estrutura-se a partir das áreas as quais são divididas em Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem, Natureza, Sociedade e Matemática.

A lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases), a partir da sua publicação inova de forma relevante a educação Infantil, estabelecendo incisivamente o vínculo entre o atendimento às crianças de zero a seis anos. A Educação Infantil é a primeira etapa básica (título V, Cap II, Secção II, art. 29) tendo como finalidade a formação pessoal, social, conhecimento de mundo, construção de identidade e autonomia das crianças.

De acordo com as Diretrizes da Política Nacional de Educação Infantil, a educação de crianças com necessidades educacionais especial deve ser realizada em conjunto com as demais crianças, assegurando-lhes o atendimento educacional.

A Lei Federal 9.394/96 preconiza que a escola é uma instituição, e como tal deve possuir normas que regulamentam seu funcionamento no atendimento de suas finalidades e no alcance de seus objetivos.

Essas normas segundo uma determinada ordem constituem o regimento escolar.

A constituição Federal de 1988, Art. 206º reserva os princípios de ensino: igualdade e condições para acesso à escola, liberdade de aprender, pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, valorização dos profissionais do ensino, gestão democrática e garantia do padrão de qualidade.

O Ensino Fundamental de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação em seu inciso I, preconiza o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.

As Diretrizes Curriculares Nacional para o Ensino Fundamental e sem Art. 3º, inciso III, coloca que as Escolas deverão reconhecer que as aprendizagens são constituídas pela interação dos processos de conhecimento com os de linguagem e o afetivo, em contexto escolarizado; as diversas experiências de vida de alunos, professores e demais participantes do ambiente escolar, expressar através de múltiplas formas de diálogo, devem contribuir para constituição de identidade afirmativa, persistentes e capazes de protagonizar ações autônomas e solidárias em relação  a conhecimentos e valores indispensáveis à vida cidadã .

A gestão democrática e empreendedora busca a integração em toda a comunidade escolar, percebendo necessidades e se empenhando conjuntamente para a resolução dos desafios que perpassam vários aspectos. Nesse sentido, destaca-e o trabalho pedagógico feito a partir da Lei 10.639/03, que estabelece o ensino da História e cultura Agro Brasileira e Africana na escola o que contribui para que alunos negros valorizem sua identidade e fortaleçam a auto-estima, ocasionando melhor desempenho na aprendizagem.

Estes dispositivos se constituem no respaldo legal deste Projeto Político Pedagógico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Envolver-se com a Educação, significa estar preparado para apropriar-se constantemente do novo, daquilo que está por vir. Assim entendemos a função proposta, como um indicativo do que é preciso organizar, refletir e implementar, para que se constituam em práticas as grandes idéias dos educadores.

Dessa forma, o que está em construção, permite também renovação de valores, das certezas, de construções acabadas, para atingirmos mais plenamente os objetivos essenciais da Educação: Conhecer e transforma-se para colaborar na transformação da sociedade.

Assim, esse documento deve ser utilizado por todos os professores, equipe técnica e pessoal de apoio no seu dia-a-dia. As lacunas e inadequações deverão ser anotadas e discutidas pela equipe, visando à revisão que deve ser feita anualmente com toda equipe escolar, pais e representantes da comunidade.

Tudo o que a gente puder fazer no sentido de convocar os que vivem em torno da escola, e dentro da escola, no sentido de participarem, de tomarem um pouco o destino da escola na mão, também um pouco o destino da escola na mão, também. Tudo o que a gente puder fazer nesse sentido é pouco ainda, considerando o trabalho imenso que se põe diante de nós que é o de assumir esse país democraticamente.

Paulo Freire
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Conhecimento de Mundo. Volume 3. 1998.

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BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação . nº 9.394 de 1996. Disposições Constitucionais, Lei nº 9.424 de  24 de Dezembro de 1996, Brasília, DF. 1998.

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BRASIL, Ministério da Educação. Política nacional de educação infantil: pelos direitos das crianças de zero a seis anos à educação. Brasília: SEB, 2006.

________Referencial curricular nacional para a educação. Brasília: SEF, 1998. 3V.

CAGLIARI. Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. 10ª. Ed. São Paulo. Seipione 2003.

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ECA, Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil: 1988 Textos Constitucionais de 5 de outubro de 1988 com as alterações adotadas pela Emendas Constitucionais de nº 1 a 6, de 1994 5ª Ed. Brasília: Câmera dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2000.

FREIRE. Paulo. Pedagogia do Oprimido. 35º Ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 1987.

_____ Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessário à Prática Educativa. 25º ed. São Paulo. Paz e Terra. 1996.

FERREIRO. Emília. Reflexões sobre alfabetização. 24º ed. Atualização. São Paulo Cortiz. 2001.

GADOTTI. Moacir, Romão, José E. (orgs). Autonomia da Escola: Princípios e Propostas. São Paulo: Cortiz, 1997.

HOFFMANN, J. Avaliação na pré-escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. 8 ed. Porto Alegre. Mediação, 1996,

_____   Avaliação Mediadora: Educação e Realidade. 17. ed. Porto Alegre: Editora Mediação, 1998.

GALVÃO. Izabel. Henri Wallon: Uma Concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil. 12º ed. Petrópolis. RJ. Vozes 1995.

LDB. nº 9.394/94 de Diretrizes e Bases Nacionais. 1996.

LUCK. Heloísa. Pedagogia Interdisciplinar: Fundamento Teórico. Metodológico. Petrópolis. RJ. Vozes, 1994.

PCNs- Parâmetros Curriculares Nacionais. História e geografia/ Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília. A Secretaria, 2001.

PIMENTA, Selma Garrido. A Construção do Projeto Pedagógico na Escola de 1º Grau IN. Série Ideais nº 8, São Paulo: PDE/Governo do Estado de São Paulo. 1992.

SAVIANI. Demerval. Escola e Democracia: Polêmica do Nosso Tempo. Campinas: Autores Associados. 1994.

SOARES. Magda. Letramento: Uma tendência em três gêneros. 2º ed. Belo Horizonte. Autêntica. 2002.

ANEXO- 01

     1- Incorpora-se o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), na medida em que estabelece que “é dever do Estado assegurar [...] atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade “art. 53, IV). E ainda, “é direito dos pais ou do responsável ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais “(art. 53, parágrafo único).

A Constituição Federal de 1988 estabelece como direito dos “trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social”. [“...] assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas” (art. 7°, XXV), devendo o Estado garantir tal atendimento (art. 208, IV).

A Lei 9.394/96, que estipula as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, determina que a Educação Infantil – parte integrante da educação básica, juntamente com o ensino fundamental e médio- é um direito da criança de 0 a 6 anos e um dever do Estado, que se efetiva mediante a garantia de “atendimento gratuito em creches e pré-escolas” (art. 4°, IV). Apesar disso, a educação infantil não é obrigatória, devendo o poder público contemplá-la “conforme as prioridades constitucionais e legais” (LDBEN, art. 5° s 2°). Em outros termos o ensino fundamental se constitui na grade prioridade.

Ainda segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, além dos objetivos gerais que norteiam a educação básica, a educação infantil “tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social”, em complemento a ação da família e da comunidade (art. 29).

2- Analisando o texto da lei, compreende-se que essa avaliação deve ser, portanto, de acordo com a situação vivenciada pelo aluno, observada e registrada pelo professor. Este sim deverá ser preparado para efetuar os registros e ter domínio sobre as teorias do desenvolvimento infantil compreendendo o momento e as necessidades de cada um de seus alunos. O professor deve ser o facilitador para que novas descobertas sejam realizadas por suas crianças e ao mesmo tempo o espectador que vai assistir esse momento de descoberta. Não de forma passiva, mas estimulando, permitindo, incentivando e proporcionando situações que promovam o desenvolvimento. Hoffmann (1996) define alguns pressupostos básicos para a avaliação na educação infantil são eles:

a)    Uma proposta pedagógica que vise levar em conta a diversidade de interesse e possibilidades de exploração do mundo pela criança, respeitando sua própria identidade sociocultural e proporcionando lhe um ambiente interativo, rico em materiais e situações experienciadas;

b)    Um professor curioso e investigador do mundo da criança, agindo como mediador de suas conquistas, no sentido de apoiá-la, acompanhá-la e fornecer-lhe novos desafios;

c)    Um processo avaliativo permanente de observação registro e reflexão acerca do pensamento das crianças de suas diferenças culturais e de desenvolvimento, embasador do repensar do educador sobre o fazer pedagógico (Hoffmann, 1996, p.19)

3-Insere-se a temática proposta pela Lei n° 10. 639/03 no cotidiano dos alunos por meio das disciplinas que compõem o currículo escolar, sobretudo nas disciplinas de história, literatura e artes. Em se tratando da referida lei, o Conselho Nacional de Educação (CNE), em 2004, elaborou e aprovou as Diretrizes Nacionais para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Um dos objetivos gerais, do ensino fundamental segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, é que o aluno seja capaz de:

“Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crianças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais”.

ANEXO-04

QUE ALUNO QUEREMOS FORMAR?

Reconhecer a importância das inteligências múltiplas no dimensionamento da sala de aula, no dia-a-dia da escola, associando às Diretrizes e aos Parâmetros Curriculares. Atendendo-se ao conjunto obrigatório de princípios que regem a Educação Básica. Valoriza-se com prioridade a formação de alunos de acordo com os Pilares da Educação: Aprender a ser aprender a conviver. Adequando assim às Diretrizes Curriculares Nacionais e aos projetos da Educação Infantil.

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